quinta-feira, 17 de maio de 2007

Morte e Vida Stanley

Na madrugada de vento seco, no clarão da grande lua, prateada, no recôncavo do sol, na montanha mais longe do mar, numa Serra Talhada, espinho, fechado, coivara, caiêra, vereda, distância da rua, mato, cerca, pedra, fogo, faca, lenha, seca, bote bala, bote bala, bote senha.Tabuleiro, um tabuleiro em pó, na pedra dos gaviões, uma mulher deitada o nome é Maria, a dor conduzindo, o filho terceiro nas garras do mundo sem pia. Vai nascer outro homem ouviram, vai nascer outro homem, outro homem!!! O seu nome é Stanley. Mais um filho da pedra dos gaviões da montanha, do recôncavo do sol e eu aqui vou cantar sua morte sua vida, seu ratrato sem cor, seu recado sem voz, Morte e vida Stanley, Morte e vida...Outro homem, o seu nome é Stanley, mais um filho da pedra dos gaviões, mais um homem para trabalhar, na cidade sem sol, e aqui vou cantar sua morte sua vida, seu ratato sem cor, seu recado sem voz. Morte e vida Stanley, Morte e vida...


José Paes Lira.

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